Por que o Sinsenat é contra a terceirização?

Terceirizar é (1)

Recentemente, apesar dos protestos pelo Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4330, que trata da regulamentação da terceirização, estendendo sua legalidade para quase todos os setores de atividades. A possibilidade da aprovação do PL, que agora tramita no Senado, significa um grande retrocesso em direitos conquistados com o suor dos trabalhadores. Mas você sabe o porquê? Listamos aqui os principais perigos da terceirização, leia e entenda porque lutamos contra isso:

Baixos salários, altos riscos

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o trabalhador terceirizado tem maior rotatividade no mercado, permanece 2,6 anos a menos no emprego do que o trabalhador contratado diretamente. Sua uma jornada é de 3 horas semanais a mais, apesar de receberem, em média, salários 24,7% menores.

A pior estatística, contudo, é a dos acidentes: de cada 10 acidentes de trabalho fatais, oito ocorrem entre trabalhadores terceirizados, devido à falta de treinamento e investimentos em qualificação.

Desigualdade entre trabalhadores

No texto do Projeto de Lei não existe previsão de igualdade entre os terceirizados e os primarizados (contratados diretamente pela empresa contratante). As condições de trabalho seriam definidas na convenção coletiva dos trabalhadores do ramo de atividade da empresa contratada, exclusivamente.

 Menos proteção sindical

Os terceirizados não serão representados por sindicatos das categorias profissionais das tomadoras de serviço, mas sim pelo sindicato dos empregados da empresa contratante, quando a terceirização for entre empresas com a mesma atividade econômica. Na prática, um terceirizado não usufruiria de direitos conquistados pela classe. O fim da unidade levaria ainda ao enfraquecimento da luta sindical e à perda do poder de pressão e voz de negociação que somente a unificação em um único sindicato permite.

Concursos Públicos

A notícia também é ruim para quem se prepara para ser funcionário público. À exceção da administração pública direta, autarquias e fundações, a administração pública pode contratar terceirizados em vez de abrir novos processos seletivos públicos.

Categorias: Notícias do Sinsenat

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